Alguém me semeou
no vale de enganos
solo onde nasci,
barricada da vida
abstrusa no tempo,
calcorreie veredas
crendo na luz
como dádiva
ao fundo do túnel,
talvez para os vivos
ou só para os fenecidos,
não sei…
só sinto…
que não passamos de mortos – vivos
espectros da alma
sombras sem sentido
deambulando famintos de tudo
tantas vezes sequiosos de nada,
vampiros sem dentes
sugadores de energias
neste caminho indivisível
que passamos sem entender
poema e fotos -Luna








































