Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

BOAS FESTAS

Por falta de tempo que tenho tido para visitar os vossos cantinhos, desejo aqui, a todos os amigos que me visitam, que deixam o seu carinho em palavras, ou simplesmente entram e saem em silencio, o desejo que o ano que está quase a chegar ou que já tenha chegado como no Japão, todo o meu carinho e o desejo de paz, harmonia, que este ano vos traga em dobro o que desejarem aos demais.
beijos no vosso coração
Luna

Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

video



Ao ver as chamas crepitantes da lareira sou levada em voo ao mundo mágico das deduções, e entre o fogo e as madeiras vislumbro a vida que corre em desordem, pensamentos néscios dirão, talvez, mas neste momento real
A lenha como se da vida se tratasse para atear o fogo precisa de combustão e a vida para ser plena necessita da força das palavras, da tranquilidade dos sentidos, da protecção, do carinho, do amor, de tudo o que o positivismo possa encontrar para atear o fogo do olhar, mas como em tudo a dualidade se encontra presente também como a fogueira se não continuarmos a por lenha a dar esperança à madeira que sozinha já não encontra força para manter a chama ateada, tudo quanto é doloroso negativo nos pode transformar em simples cinza de uma lareira , é urgente mantermos a nossa estrela guia, a nossa vontade sempre desperta para o cansaço da vida não nos desmoronar.

Vídio e poste Luna 

Domingo, 26 de Dezembro de 2010







Destinos escritos
entrelaçados nas folhas do universo
são como viagens de almas
esculpidas no êxtase do amor,
viandantes na linha do tempo,
tempo estranho, inconstante,
na incongruência que nos domina,
surrealista é a vida
pisando trilhos, delineando rumos,
vogando num barco á vela
sem vento, estático no oceano.
.
Poema e fotos -Luna

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010



Boas Festas para todos os que me visitam

Que o Natal como uma crisálida floresça em vossos corações
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Tentei escutar o ímpeto nesta valsa emblemática
de compasso arcaico e incerto,
procurei detalhes escondidos nos ventrículos e aurículas
desse movimento robótico manifesto no coração,
analisei o puzzle que somos, peças deslocadas,
desunidas, separadas,
mas fazendo parte de um todo,
e foi assim que quis falar do Natal, sem dizer nada de formal,
mas na verdade as palavras não encontrei,
então lembrei-me das palhinhas, do menino redentor,
depois o seu crescimento todo o seu sofrimento
e da dádiva da sua vida um verdadeiro acto de amor.
nós nos nossos medos e obsessões,
mitigamos o amor em convulsões
continuando átomos inconscientes,
ainda não sabemos decifrar o código
que Cristo Homem nos ensinou
que Natividade é nascimento
e só Cristificando o coração pelo amor pelo perdão
vale a pena falar do Natal

poste e poema Luna


Sábado, 18 de Dezembro de 2010





Deixa-me ser o teu farol
Arquitectar em terra
A branca espuma
Que te sabe beijar,
ainda que as nuvens
ocultem a visibilidade
deixa-me ser a luz, a guardiã 
que não te deixa quebrar,
deixa-me ser a estrela guia
amparar-te no temporal
entre o mar e a terra
ajudar-te  a amarar 
.
poema e fotos-luna

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010




O sol esvaecesse
metamorfoseado o dia anoitece,
são gélidos os pensamentos
que retalham as memórias
que lascam o coração,
sentenças escritas,
decisões tomadas
que nem o tempo sabe limar.
Uma mariposa entristecida
procura o jardim outrora florido
mas só encontra
flores de olhos tristes

Fotos e poste -Luna

Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010



Foi esta semana divulgado pela National geographic a foto supra mostrando a via láctea com bolhas no eixo vertical de cor violeta que anteriormente não existiam e de momento inexplicáveis para a ciência.
 http://news.nationalgeographic.com/news/2010/11/101110-science-space-mystery-structures-gamma-rays-bubbles/?source=link_fb20101110milkywayscore






Poste Luna



Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010




Sempre encontro
no deserto da vida
átomos escondidos
brocados pelo tempo
são conchas,
são búzios,
são rugas pintadas
nas caras lavadas
incrustadas pelo sol,
é o ópio dos viajantes
de moldáveis pensamentos.

poema e fotos de Luna

Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010





Mais um dia passou…
olhando as águas calmas uma gaivota me indagou.
Quem és tu?
que tudo crês saber e nada sabes,
que procuras respostas na sabedoria eterna
mas não as encontras,
diz-me quem és tu?
que sentes ter um trilho traçado
mas caminhas ás cegas
tentas perceber os acordes do coração
mas continuas perdida em ti
diz-me quem és tu?
Que te sentes como pássaro na gaiola
num mundo que não é teu,
viajante subjugada ao tempo que não passa,
 sugada na dualidade dos sentidos,
vejo-te á tanto tempo e não te conheço
és um peso morto que carregas a ilusão
de ser uma crisálida adormecida
mas jamais vais despertar

Poema e fotos-Luna 

Domingo, 5 de Dezembro de 2010





Cingi á cintura
uma corda de ilusão
apertei a fivela do medo
e junto ao carrasco penedo
sacudi os hemisférios cerebrais
esperando que na convulsão do momento
dos esconsos recantos da mente
as teses e teoremas
as leis e as doutrinas
as teorias e lemas
tudo fosse levado,
destruído, molhado nas águas invernais,
e enfim, finalmente descobrisse,
com a mente despojada
a personalidade lavada,
onde fica a porta a entrada
neste labirinto em que me encontro perdida.

Poema e fotos-Luna

Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010




Vagueio na praia deserta
de olhos postos no chão
tentando sentir o odor dos meus donos,
Já fui cachorro, já me amaram,
já senti o amparo de um colo quente,
o cheiro a ternura, o pelo escovado,
e na cama dos miúdos eu adormecia,
hoje estou velho, cansado,
e a rua é a minha morada,
foi há tanto tempo,
mas não me esqueci,
 fomos passear, eu estava feliz,
os meus donos amavam-me,
o carro parou no caminho,
e eu sai, para não mais entrar,
Ainda corri, como corri,
Mas não os consegui alcançar.
Desde então…
sinto fome, tenho frio,
 o corpo velho dormente de dor,
mas continuo a procura-los
gostava de  lamber as suas mãos
antes de fazer a derradeira viagem.

Fotos e poema-Luna