Há muito tempo que sinto ou seria mais sensato dizer, não sinto, qualquer espécie de identificação quando vejo fotos minhas do passado recente ou em criança, é como se esse ser que olho não seja eu.
quando vejo fotos de crianças fico emocionada, seja pelo sorriso, pela forma angelical do olhar, as crianças tem uma aura especial que nos toca profundamente, volto a dizer, estranhamente as minhas nada me dizem.
Será porque me desconheço, ou porque desde criança que tenho uma borracha que vai apagando os escritos da vida, calculo que estejam a pensar que desta vez dei um nó no cérebro e já nada haja a fazer, quem sabe...
olhem as flores, cada uma tem a sua repetição, a sua família” biológica”, a sua estrutura “ familiar, vivem em grupo,
assim se protegem do frio do vento, das agruras do tempo.
Será que também temos as nossas repetições nesta vida, em passados ou futuras, serão as famílias biológicas
a estrutura psicológica para uma criança, ou será simplesmente o desconhecimento da sua arvore genealógica ,
o desconhecimento do princípio e do fim , esta linha tão ténue entre a vida e a morte, que nos faz sentir que vivemos, estamos, mas somos ilusórios.
Poste e fotos-Luna