Sexta-feira, 30 de Abril de 2010

Apenas estar e ser



Sinto-me em sintonia com as ondinas da água,
Escuto seu cântico pincelado no azul, branco, espuma do mar,
 E mergulho, sem pensar, de mente inquieta
Que não se deixa prender,
Sou livre de espírito, Ainda que de corpo cansado
E quantas vezes já sem força para lutar,
Só os elementos da natureza possuem essa força
Que alguns seres pensam ter,
Como somos presunçosos… julgando tudo poder ,
Neste momento olho o mar, com ele aprendo o respeito
Do poder de quem o tem, sem servilismo ou orgulho
Apenas estar e ser uma parte de um todo.
Poema - Fotos- Luna

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

GOSTAVA

ARLINDO

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Gostava de ter a receita da vida,
Ter a certeza do certo e errado,
Gostava de abrir a janela do tempo
Olhar para traz sem dor, sem tristeza,
Entender cada escolha,
Cada caminho percorrido,
Gostava divisar a criança que fui,
A que podia ser, mas amordaçara-me ao nascer,
Entender porque as feridas  cicatrizam
Mas as marcas …
Não de esfumam no caminho,
Gostava de abrir a janela fechada
Sem medo da noite chegar
Gostava de ser tudo, sendo nada,
Não sendo espectro perdido
Nesta luz difusa que tento encontrar.
Poema e foto- Luna

Domingo, 25 de Abril de 2010

Será mesmo natural?

Budapeste- foto do filhote

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É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o que não se compreende, insultar o que se inveja


Fonte: "Serafita" 
Tema: Inveja

Talvez tudo esteja pervertido, talvez o medo a vergonha da derrota, o sentirmos a impotência
perante o que o mundo nos pede, sermos indestrutíveis estarmos na primeira fila e chegarmos á condição de super homens, quando vimos que somos simplesmente seres frágeis e fragilizados pelo sistema acabemos por destruir o que não podemos possuir.
Poste- Luna

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

A minha ternura para a mais linda idade, a dos seniores


De pernas prostradas pelo tempo
E pensamentos errantes
Suas trémulas mãos repousam no regaço
Onde outrora seus filhos embalou,
De negro vestida
Roupa retractando sua alma,
Da minúscula janela do quarto
Escuta vozes de criança, e pensa,
È a juventude que não volta…
E sente saudades de ter saudades,
De correr caminho ao horizonte
E o pote do arco-íris encontrar,
Eram sonhos, tinha tantos,
Aos poucos foram-se cinzelando
Como seus cabemos mesclados
Sem cor definida que o lenço esconde,
Sentada nos umbrais do silêncio
Sem calor, sem amor,
Partilha a distância do tempo que falta
Com a pequena janela no vão de seu quarto
Poema e fotos-Luna

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Trem da vida



Teci na latitude silenciosa, o vento espraiado
Habitante da terra de ninguém,
E galopando em círculos
Palmilhei fantasias coloridas
Presa na garupa de aforismos extraviados,
Sou viandante fortuita,
Sem malas, sem ornatos,
No caminho de encruzilhadas
Que levam a parte alguma,
Assim entrei no trem da vida
Como animal enjaulado
Sem opção à chegada
Sem controlo na partida,
E rio-me de mim,
Qual palhaço que ri querendo chorar
Sem entender tudo o que tem de passar
Neste comboio que tanto seres abriga,
Nesta vida triste e sofrida,
Que aos poucos sem saída
Numa estação qualquer da vida
O trem irei abandonar.

Poema e fotos – Luna

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Tudo tem um princípio e um fim





Porque nasci irei perecer,
Aprendi olhando ao redor
Que tudo tem um princípio e um fim
Tudo tem o seu menos bom e o seu melhor


O dia nasce  diariamente,
Mas logo a noite vai chegar,
Vou viver com alegria
É magia nesta dimensão vivificar

Sei que o Sol todos os dias adormece
Mas no horizonte nem sempre o vejo chegar,
Ainda assim aprendi ,
que não é por não o ver que ele deixa de lá estar.

A imaginação faz-nos sonhar,
E eu fantasio adormecer
Banhada com o pôr -do-sol
Quando impedida de o ver 


A lua chega altaneira
Será ela agora a reinar
Mas eu sei que tudo passa,
É só dar tempo e saber esperar.

A claridade novamente chegou,
Por isso quero aproveitar
Sentir-me  florir,
Pois a vida é breve ainda hoje pode acabar


Poste e fotos-Luna

Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Onde se encontra


Onde se encontra o buraco
Negro do tempo,
Onde as cinzas retinem
Sinistras como uivos á lua,
Onde se encontra o vento alado
Que não vejo
Que me toca e eu sinto
Sem o poder tocar,
Será viver pura magia.
Ou é simples cobardia
Ter sonhos, viver de ilusões,
Inventar respostas
Do que não se sabe explicar.

 Poema e fotos - Luna


Domingo, 11 de Abril de 2010

O Ilusório um dia de volta Brahmam




Em tempos idos, Brahmam (a Luz eterna) em movimento concebeu Vishnu (a Força) e Shiva (a Forma).
 Vishnu teve como função a criação e a subsistência de todo o Universo.
 Shiva teve como missão a  sua incessante destruição.
E assim, viveram os três por longo tempo e a criação,e a transformação do Cosmo foram-se revezando diante do vazio imutável.
Um dia, o “mais velho dos” deuses, já cansado com os ciclos de tempo criados e destruídos pela luta perene entre Vishnu e Shiva, criou um espelho para se admirar.
Surgiu então a deusa Maya.
 Brahmam perguntou a  “Maya, se queria  brincar?”
E Maya disse que só se ele criasse o Mundo
E Brahmam criou: o céu, a terra, o mar, o sol, a lua, as estrelas, o homem e os outros animais.
E depois da criação Brahmam disse:já criei, agora vamos brincar a que?
Ao esconde-esconde – disse Maya e agarrando Brahmam pelas mãos, rasgou-o em milhões de pedacinhos, colocando o deus criador em cada um dos seres por ele criado.
E fez-lhe um desafio, agora quero ver se te consegues encontrar, Brahmam!”

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Brahmam é o todo o incriado, o principio,a Mónada Divina, Maya a ilusão, em todos os seres existe uma chispa Divina de Brahmam, mas estamos perdidos nas ilusões (egos) como o espelho de Maya, mas…um dia cada um de nós vai encontrar o caminho para chegar á Mónada
Divina

Poste e fotos -Luna

Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

O Tao









O caminho que pode ser seguido
Não é o Caminho Perfeito.
O nome que pode ser dito 
não é o Nome eterno.
No principio está o que não tem nome.
O que tem nome é a Mãe de todas as coisas.
...
Tao Te King. 


Está dito que quando estamos convictos que estamos a ir pelo caminho certo, é porque na verdade estamos a ir pelo errado, pois na verdade somos influenciados
Pelos nossos desejos, pelas nossas vontades, e os egos tem muitas formas de nos iludir, mesmo através da beatitude, devemos por sempre tudo em causa,
Por isso a eterna frase cheia de sabedora “ só sei que nada sei”

Poste  e fotos de Luna

Quarta-feira, 7 de Abril de 2010

Vesti e despi

Agadir-Luna

Agadir-Luna
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Vesti a égide protectora
Salvaguarda dos abismos,
Dos medos, das duvidas,
Mas esqueci-me
Que tinha como obrigação
Ser sempre fiel
A mim própria.
Então despi a couraça defensora
Porque é errando,
Ainda que sofrendo,
Estando aberta ao novo
Que posso evoluir.

Poema e fotos luna

Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Pedra filosofal



Preciso cinzelar a pedra filosofal
Mas…primeiro tenho de chegar,
De abrir os portões
Passadiço aos jardins de iniciação,
Minha alma espera na eternidade
Como sentinela, espera, a revelação,
A luz recôndita que meus olhos não divisam,
Arquetípicas memórias na mente esquecidas,
Mas minha alma, espera,
Espera na eternidade.

fotos e poema-luna