Não…
Não quero flores quando morrer,
Nem campas ornadas, pesadas,
Esculpidas de mármore frio,
Não quero lágrimas molhadas
Em peles acetinadas,
Nem mágoas vincadas
Trancadas nas gargantas
Secas de palavras,
Não…
Não quero flores quando morrer,
Se em vida não me souberam entender,
Se dos espinhos da existência
Não me souberam proteger,
Não…
Não…não quero…
Que um corpo inerte, putrificado,
Seja idolatrado
Quando em vida já tinha sido enterrado.
Poema e fotos - Luna


24 comentários:
Luna,
imensamente belo!
Poucos poderão entender a profundidade da vontade em não querer...
Tudo será muito mais simples se todos formos honestos durante o tempo que difrutamos nesta passagem terrena!
Beijinho terno, com um olhardeperto, virado para o céu!
Absolutaamente de acordo. linda!
"Se rosas brancas não tive em vida, para que as quero eu na morte?"
Um abraço apertado, Luna.
Minha querida
Profundo e muito belo o teu poema.
Não…não quero…
Que um corpo inerte, putrificado,
Seja idolatrado
Quando em vida já tinha sido enterrado.
Adorei, é o que eu sinto.
Beijinhos
Sonhadora
Que beleza, Luna!
Sempre digo isso. Não só em relação à morte, mas em meu aniversário. Porque receber parabéns de pessoas , sejam filhos ou não passaram todo o ano contra mim?
Belíssimo seu poema!
Orgulho-me de ter te conhecido!
Beijos
Mirze
na maior parte das vezes...
é "tradição", é verdade, quantas vezes sem qualquer sentimento!
deêm-me flores em vida!, tal como a minha mãe também dizia...
mesmo assim, levo-lhe uma florinha... de vez em quando...é saudade, não é hipocrisia, e tu sabes!
beijinhos, querida
Não aprecio flores fora do seu habitat. Uma flor assim que é apanhada, de imediato, começa a morrer.
Só em casos especiais, uma flor sacrificada, chega.
Estou contigo no teu pedido e em tudo que está dito no teu poema.
A foto do cacto está uma delícia.
Também me sinto morrer em vida...cada dia que passa a saudade e a insegurança no amanhã vão matando um pouco.
Forte abraço
Mer
Amem-me em vida!Acarinhem-me agora,
mas ñ me esqueçam quando partir para outra dimensão...
Belo o conjunto da postagem.
Beijo.
isa.
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Belo e verdadeiro, o seu poema! Assim como a foto, lindíssima...Também, não quero lágrimas, quando morrer... Prefiro os sorrisos, e enquanto eu estiver por aqui.
Beijos de luz e o meu carinho!!!
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Contradições do nosso tempo e da nossa condição.
Em vida uns autênticos "sacanas" e na hora da despedida ...sabe-se lá porque mudam...?
Muito bonito e oportuno o teu poema.
Continua a cantar porque encantas.
*
Luna
desapegar flores,
é decepar a beleza,
privando-nos do belo !
,
beijos nossos,
,
*
ººº
Comungo da mesma ideia que tu... tb não quero.
Gostei das tonalidades das flores.
Bjoooo
Gostei muito do seu espaço,vou voltar.
Abraço.
Coisas da vida para os vivos. Mortos não se encantam com flores.
bjs e bom domingo.
Completamente de acorde,
quando as podia ver ninguém
me as deu,
quando morrer para que as
quero eu!
beijinhos,
José.
Olá Luna!
Não sei o que tens. Mas adorei o que escreveste. foi intenso como sempre. eu também não vou querer lágrimas de quem não me soube abraçar ou dar sorrisos.
o que eu mais gosto em ti (para além de teres estado sempre comigo) é a tua coerência.
Um Grande bEijo Luna!
Um dia havemos de tomar um chã ou um café.
um dia quero abraçar-te.
Oi Luna, sabe que este seu poema deveria ser colado nas lugares apropriados...acho que quando eu me for, vou pedir para que colem uma cópia naqueles quadros que informam nome da pessoa, horário do sepultamento, asim aqueles que tem o p´essimo hábito de fazerem teatro numa hora tão triste tomem ten~encia..
A gente vê muito disso...um poema verdadeiro Luna...posso levar ele pra mim? Com os devidos créditos logicamente?
Um abraço na alma..
Beijo
Luna,
está certa amiga, se:
"Se em vida não me souberam entender,"
"Seja idolatrado
Quando em vida já tinha sido enterrado."
Também porque o perfume das rosas está em você. E mais forte ainda será, quando finda esta existência.
Beijos, com carinho.
em total concordância...para quwe quero flores quando não tenho capacidade de as admirar e muito menos de sentir o seu aroma...prefiro-as em vida, com as cores, com os cheiros e mesmo com os picos
um beijo
Não? então que não haja flores
na tua campa
que as dores há muito
que se foram
tragam belas lembranças da Luna
uma menina formosa e bela
que aprendi a amar
pela escrita dela!
Não, não te daremos flores
apenas recordaremos
como és bela
num olhar em instâncias maiores
e onde encontrarás um dia
a poesia dos teus mais belos
amores!
Querida Luna, quando gosto de alguém, a escrita flui num qualquer sentido..saiu assim...
Também pedi que meu corpo fosse cremado e repartido entre a minha terra amada e a terra onde nasci, nas muralhas de Valença!...fez-me voltar à época medieval e recordar que poderia ter sido alguma princesa infeliz...e...continuo a ser, assim é a vida...refiro-me à parte de ser mulher, que como mãe sou absolutamente feliz.
Um jinho e abraço apertadinho da laura
Olá querida
Muito forte seu poema.
Mas quando a gente morrer, não podemos privar as pessoas de sentir nossa falta.
Eu acredito que vou receber flores dos amigos e ficar feliz. Claro que tem todo o direito de escolha.
Com muito carinho BJS.
É verdade...
Em vida não se dá valor...Não se estende uma flor...Não se dá um laivo de amor...
Na morte é que tudo chega...Mas já não tem valor....
Também não quero flores
Boa semana
bjito da gota
belas fotos
Partilho da mesma opinião minha amiga!
Muito lindo!
Beijinhos,
Ana Martins
Ave Sem Asas
Flores só em vida e nos jardins. Tua segunda foto macro é magnífica! Beijo
A perfeição das suas poesias me tocam a alma. Além, é claro, das belíssimas fotos que adornam as postagens...
Parabéns linda!
Bjoxxxxxxxxxx
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