
Ninguém me conhece,
Pois jamais me viram
Nem me tocaram,
Não me lembro de ter nascido
Tão pouco perecido
Vivo na eternidade,
Sou vida,
Visto-me de corpos
Que nascem selvagens
Seres incompletos
Que me proponho
Erigir a outras dimensões,
Mas não me escutam,
Estão adormecidos,
Presos a cárceres sem grades
Onde as vontades
Os estrangulam aos poucos,
O tempo passa
E de corpo carcomido
Pela cobiça, inveja,
Orgulho e tanto mais
Chega o dia da partida,
Dispo a roupa já velha
Que inerte ficou,
Mais uma viagem vã
Não despertei a Luz
Desse ser de Luz
Que adormecido viveu.
Poema e fotos -Luna
















