Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido por Fernando Pessoa nasceu a 13 de Junho de 1888, no dia se Stª António, dizem ter merecido o nome de António por ter nascido neste dia.
O critico literário Harold Bloom considerou Fernando Pessoa Juntamente com Pablo Neruda os poetas mais representativos do século XX, Muito haveria para falar sobre este grandioso homem que através dos seus escritos pretendia encontrar-se a si mesmo, alem de poeta, escritor,estava também ligado ao misticismo e ocultismo, esteve ligado à Maçonaria e Rosa Cruz.
Termino com este poema por ele escrito, é grade, mas se o lerem vão encontrar uma profundidade e beleza inigualáveis.
No Túmulo de Christian Rosenkreutz
Quando, despertos deste sono, a vida,
Soubermos o que somos, e o que foi
Essa queda até corpo, essa descida
Ate à noite que nos a Alma Obstrui,
Conhecemos pois toda a escondida
Verdade do que é tudo que há ou flui?
Não: nem na Alma livre é conhecida…
Nem Deus, que nos criou, em Si a inclui.
Deus é o homem que de outro Deus maior:
Adam Supremo, também teve Queda;
Também, como foi nosso criador,
Foi criado, e a Verdade lhe morreu…
De Além o Abismo,Sprito Seu, Lha veda:
Aqueém não há no Mundo, Corpo Seu.
II
Mas antes era o verbo, aqui perdido
Quando a Infinita Luz, já apagada,
Do Caos, chão do Ser, foi levantada
Em Sombra, e o Verbo ausente escurecido.
Mas se a Alma sente a sua forma errada,
Em si que é Sombra. vê enfim luzido
O Verbo deste mundo, humano e ungido,
Rosa Perfeita, em Deus crucificada.
Então, senhores do limiar dos Céus,
Podemos ir buscar além de Deus
O Segredo do Mestre e o Bem profundo;
Não só de aqui, mas já de nós, despertos,
No sangue actual de Cristo enfim libertos
Do a Deus que morre a geração do Mundo
III
Ah, mas aqui, onde irreais erramos,
Dormimos o que somos. e a verdade,
Inda que enfim em sonhos a vejamos,
Vemo-la, porque em sonho, em falsidade.
Sombras buscando corpos, se os achamos
Como sentir a sua realidade?
Com mãos de sombras, Sombras, que tocamos?
Nosso toque é ausência e vacuidade.
Quem desta Alma fechada nos liberta?
Sem ver, ouvimos para além da sala
De ser: mas como, aqui, a porta aberta?
Calmo na falsa morte a nós exposto,
O Livro ocluso contra o peito posto,
Nsso Pai Rosaecruz conhece e cala.
Poema de Fernando Pessoa
Poste e Fotos- Luna