Sábado, 29 de Agosto de 2009

Foi um dia

FranKfurt

Nazaré

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  • Foi um dia,
  • Um dia longínquo
  • Em que éramos ditosos
  • Sem o sabermos,
  • As casas alvas
  • De chita vestidas
  • Albergavam crianças
  • De vestes gastas
  • Sapatos desbotados
  • E olhos risonhos,
  • As bolas de trapos
  • Saltavam contentes
  • Nas ruas seguras
  • Onde o respeito imperava,
  • Mas…
  • As casas cresceram
  • As nuvens tocaram,
  • O calor do dinheiro
  • Venceu a miséria,
  • Mas os olhos dos meninos
  • Nostálgicos ficaram
  • Pois são cativos
  • De um quarto de brinquedos
  • Frígido de afectos.

Poema e fotos- Luna

36 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
Luna
,
As Frankfurt(s)
das periferias das cidades,
de Lisboa, Porto e Setúbal,
dos nascidos sem berço,
versus . . .
berços de ouro sem afectos . . .
,
beijos nossos,
,
*

Diogo Caceres disse...

Oi Luna, boa noite!!
É verdade que muitas coisas mudaram, se transformaram... em fim, se foram, mas jamais partiram de dentro de nós,só precisamos desperta-las!!
Abraçoooo

José disse...

Foi à muito tempo
era dotro jeito
e entre toda a gente
havia respeiro

onde cada criânça
bricava feliz
e tinha a esperança
de um melhor país

um beijo

José

lua prateada disse...

Olá Luna...á quanto tempo...temposuficiente para tanta coisa acontecer em nossas vidas.
Adorei como sempre tuas lindas palavras e as fotos sempre incomparáveis.
Beijinho prateado

SOL

Maria, Simplesmente disse...

Luna oarabens por este teu poema e pelas fotografias.
Lá... como cá os meninos raramente sabem o que é brincar ni campo, rolarem nas pastagens verdes ou secas dos campos do Mundo.
Mesmo que tenham um pequeno recreio é de cimento, sempre o cimento a prender-lhes o movimento, e cada vez com menos espaços para os carrinhos de madeira, as trotinetes, as bicicletas, e ainda por cima habituaram-se a andar com o telemóvel como brinquedo, com baterias de lítio junto às aos seus tenros ouvidos.
Isto dá muito que pensar, e leva-nos a pensar se dentro de algum tempo teremos crianças ou o que teremos.
Bj
Bom fim de semana
Maria

Eduardo Aleixo disse...

Luna

Podem crescer as cidades, e elas crescem, como sabemos, e haver amor, e as nossas crianças sorrirem...O amor não anda necessariamente ligado à pobreza. Tu sabes.
A riqueza mnaterial não é incompatível com a espiritual, se...esta existir nos nossos corações.
Abraço.
É a minha opinião.

Alvaro Oliveira disse...

Olá Luna

Lindíssimo poema a retratar
a imagem real da vida do momento, em que o poder do dinheiro vence
a miséria. E aqueles espaços onde
os meninos podiam brincar, como
no meu tempo, hoje são ocupados
por torres de cimento armado.

Amiga, passe em meu blog, tem selo para si, com muito carinho

Beijinhos

Alvaro

Ana Martins disse...

Uma maravilha de poema, os afectos são sempre o mais importante, pode-se ter tudo, se não houver amor e carinho, não se tem nada.

Beijinhos,
Ana Martins

Sônia Brandão disse...

Acho que todos sentimos saudade desses tempos. Até aqueles que não os conheceram parecem sentir saudade.

bjs

Valdemir Reis disse...

Olá amiga.
Aproveito e venho matar a saudade fazendo uma visita. Valeu chegar até aqui! Confesso que gostaria de voltar com mais freqüência, porém o “MBA” continua firme e o tempo ficou muito dividido, entretanto organizei momentos para visitar os preciosos amigos(as). Na oportunidade quero compartilhar de Machado de Assis o poema: “BONS AMIGOS. Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir. Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. Amigo a gente sente! Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar. Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. Amigo a gente entende! Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar. Porque amigo sofre e chora. Amigo não tem hora pra consolar! Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão! Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. Ter amigos é a melhor cumplicidade! Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho, há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!” Desejo um ótimo fim de semana. Muito sucesso, muita paz e luz. Brilhe sempre! Fique com Deus. Felicidades.
Valdemir Reis

gaivota disse...

e haverá maior riqueza que o amor simples e sério de uma criança?
felizmente também há gente mais crescida que ainda "funciona" como criança, sem materialismos à mistura...
lindo poema, luna
beijinhos

Benó disse...

Duas lindas fotos, a cidade com o primeiro plano desse metal que pode tanto e a imagem pacata das nossas cabrinhas a se alimentarem. Gostei imenso desta tua conjugação a embelezar o teu poema.E concordo contigo, há muitos quartos de brinquedos frigidos de afectos.
Uma boa semana.

EternaApaixonada disse...

Querida amiga Luna

Adoro "viajar" em seu blog! Além de preencher a alma com seus lindos poemas, fico fascinada com suas imagens, belíssimamente gravadas em suas fotos!
Aos poucos fico conhecendo mais e mais esse país irmão!
Obrigada pela partilha e pelas visitas sempre gentis!
Tenha um ótimo finalzinho de domingo e uma semana iluminada e com muita inspiração amorosa!
Beijos
Helô Spitali

Vivian disse...

...Luna querida,
encanto-me sempre com
suas imagens e poemas
maravilhosos.

és uma linda!

beijos...

Sol da meia noite disse...

Só mais tarde se tem a percepção do tempo em que se foi feliz...
Era uma felicidade simples. Do pouco se fazia muito. Mas abundava aquele afecto, hoje superado por um vazio imenso, cheio de tanta coisa... ou de coisa nenhuma.

Beijinho *

Helena Paixão disse...

Perdeu-se alguma inocência, alguma liberdade (impensável uma criança brincar livremente na rua hoje em dia) mas ganharam-se outras coisas, como a partilha de ideias e sentimentos desta forma, na blogosfera, entre outras coisas positivas :-)

Lindo e nostálgico este teu poema, escrito com mestria!

Bjinhos e votos de uma óptima semana.

Maria das Graças disse...

Que lindo poema ! Que nos remete aos tempos sem violência, tempos de criatividade infantil nas brincadeiras, tempos de casas com jardins, o encanto da simplicidade estava nas vestes e nos gestos.
Que saudade da minha infancia onde eu via o mundo através dos livros.

Um grande abraço.

Céci disse...

OLá Luna,

DE facto tudo mudou, e não me parece que fosse para melhor infelizmente.

As fotos estão lindas e o poema adorei!

Bjinhos

Céci

Jacarée disse...

Parabéns!

Não há riqueza maior do que emoções de amor
Pode-se ter tudo
Ser riquissimo,
Mas se não ouver
laços de ternura
Ésse mais pobre do que um pedinte.
O ideal seria
Que todos fossem irmãos,
Soubessem amar o próximo
em vez de ilusão.

Bjs

Ricardo Calmon disse...

Belo,Luna,o cotidiano da vida em texto poético !Amei !Uma honra te seguir e versos seus degustar com a mente e cardíaco meu!

Viva Vida!

Graça Pereira disse...

Quando o respeito e o amor não acompanham o progresso, valerá a pena? Poema para pensar.
Uma boa semana e um bj Graça

Ailime disse...

Luna,
Os teus poemas e fotos sempre pertinentes versando conteúdos merecedores da nossa maior reflexão e observação.
De outros tempos apenas tenho saudades das brincadeiras ao ar livre!
Em relações aos tempos que correm as crianças e os idosos são as principais vítimas desses cativeiros em que o dinheiro se sobrepôs à lucidez que poderia evitar tais flagelos!
E dói saber que existem tantas crianças arrastadas e prisioneiras por esse país fora, assim como idosos abandonados e atirados para lares sem sequer serem ouvidos!
Um beijinho e votos de uma boa semana.

xistosa - (josé torres) disse...

Cresceram as aldeias, cresceram as crianças e cresceram os problemas.
Mas é uma naturalidade.
Não sinto saudades de brincar seguro na rua.
Tudo evoluiu e temos que conviver com a evolução negativa, porque me parece que a positiva é muito mais pujante.

Uma boa semana.

Ana Maria disse...

Parabéns poetisa!
Luna, são maravilhosas suas fotos.
Enfeitam nossos olhos e nossa alma.
Beijinhos no seu coração.

Cristiana Fonseca disse...

Olá Luna,
em primeiro lugar deixo minhas desculpas pela minha ausência.
Belíssima postagem, vc consegue como poucos uma maestria entre escrita e imagens.
Lindo, tudo por aqui é lindo.
Beijos,
Cris

Anita disse...

Na vida o que reamente importa são os sentimentos que brotam no nosso coração... E entre eles está o imenso carinho que tenho pela nossa amizade!!!

Desejo-te uma semana admiravel.
Agora vou descansar mais uns diazitos não estranhes a minha ausência!

Adorei o poema e como o colocaste no teu cantinho!!!
Beijos.
Fica bem. fica com Deus.
Anita (amor fraternal)

neide disse...

Luna, as cidades cresceram e os espaços onde se brincavam se transformaram em paredes altas chamadas de "prédios" e nós nos aprisionamos neles...

Sempre me encantam suas belas fotos.

Boa semana querida.

Bjss

Lena disse...

Os tempos mudaram para melhor, isso não o podemos negar.
Hoje são outros tempos, diferentes;
amanha serão outros com a nostalgia dos tempos de hoje.
Temos é seguir o tempo,dando um pouco de nosso tempo aos nossos filhos e amigos.

Beijinhos Luna

Ane disse...

Oi Luna!É verdade,nem sempre o progresso melhora a vida.
Um beijo!

R.G. disse...

Foi um dia...
este foi diferente do meu
e como será daqui a uns anos?
o que será que esta geração terá para contar?

Beijo perdido

mundo azul disse...

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...um poema belo, porém retratando uma realidade bem triste...

Beijos no coração!


___________________________________

f_mg disse...

conheço esse "jardim" do Joe Berardo na quinta dos Louridos.. belas fotos...

Marlene Maravilha disse...

Quanto sentimento!
E as fotos me deram saudades da Alemanha!
beijo

Marlene Maravilha disse...

Quanto sentimento!
E as fotos me deram saudades da Alemanha!
beijo

mariabesuga disse...

Deveria ser fácil pôr sorrisos nos rostos dos meninos hoje...
Deveria...
Mudaram os tempos ao que se quer para melhor.
Ilusão que se deixa ofuscar pela corrida.

Beijinho Luna

avlisjota disse...

Por quanto mais tempo o homem continuará a olhar-se, sem olhar para...
não é só uma realidade triste é uma vergonha para a humanidade que não tem coragem de se assumir...

Gostei do teu espaço e da tua poesia...

José M. Silva