Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Brisa soprada


Como brisa soprada
Numa madrugada de verão
Aportei de longa vigem
Sem roupa, sem nada,
Neste mundo de ilusão
Chorei, quando nasci,
Pois nesse segundo senti
Que tempestades iriam chegar,
Feitas de lutas sem armadura,
Amor, candura,
Num caminhar sem parar,
E nesse primeiro alento
O livro do futuro desfolhava-se
E li a fé, a esperança,
Da alma que me condizia,
Presa em grilhetas de maldade
Nessa prisão sem grades
Nesse corpo que me pertencia,
Na ultima página do livro
A alforria aconteceu
Quando fechei os olhos
Meu corpo pereceu
E sem nada, este mundo deixei
Assim a essência encontrei
E me senti levitar.

Poema e fotos- Luna

17 comentários:

ondina disse...

não ter medo da morte é interessante. eu gosto mt de estar viva, destas amarras de vida que tenho.
um dia tb vou sentir levitar, sei, num plano celestial. mas não gosto do tema. ainda vejo a morte escura.
bjs

Carlos Veiga disse...

Parabéns pelo blog!
Gostei mesmo muito, cá voltarei!
:)
Bjs

poetaeusou . . . disse...

*
a madrugada
do novo ciclo
luta terrena
cruzando o cosmos
ser renascido
dimensão una
grades serradas
desprendimento
dom levitado
nada trazido
tudo deixado
,
beijos nossos
,
*

Ana Martins disse...

Bonito! Uma forma serena de falar da morte.

Beijinhos,
Ana Martins

mariam disse...

Luna,

toda uma vida neste belo poema. parabéns!
as imagens são lindas!


um abraço e o meu sorriso (ainda engripado .. rsrs) :)
mariam

Isa disse...

Bom Dia.Tens no meu blog um selo para ti."Blog de Ouro".
Beijoo.
isa.

águia_livre disse...

Poema maravilhoso

Bjs. AL.
.

Tiago Faller disse...

Lindas fotos! Claro, acompanhadas de um envolvente poema, muito bem escrito!

Tendo ao fundo o som de "Mi Universo", tornou a visita ao blog perfeita!

Grande abraço.

gaivota disse...

a morte não me mete medo, aliás já andei por lá, nessas terras... não me quiseram, não levitei de todo!...
e é o que temos de certo!
mas não estou para aí virada, pariga, olh'ó entrude tá por aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
mas como me trazes o meu/nosso mar, desculpo o tema em ti!
depois quem vou visitar à avenida??????????!!!!!!!!
vê lá vê:!:!:!:!:!
beijokinhassssssssssssssss

BC disse...

Passei par te dizer para ires ao meu blogue buscar uma prendinha dourada, para mulheres especiais.
Beijinhos
Isabel

Graça Pires disse...

Um excelente poema para lindíssimas imagens.
Beijos.

Mariazita disse...

Venho do Lírios agradecer a tua visita e comentário ao meu post "Bicho-Amor".
Hoje publiquei um poema diferente, dum autor "diferente".
Penso que vais gostar, e este poeta precisa de todo o nosso apoio.

Quanto ao teu post, só posso dizer:
Que lindo poema!
O assunto é triste, mas o poema é muito belo.

Aproveito para te convidar a visitares o meu blog A CASA DA MARIQUINHAS

Serás recebida com todo o carinho.

Beijinhos
Mariazita

Mariazita disse...

PS - Esqueci-me...e queria fazer uma referência às fotos - simplesmente maravilhosas!

Mais 1 beijito
Mariazita

Mariz disse...

Salvé querida Caminhante!
É assim mesmo...começamos a sofrer apenas com um sopro, um grito, mal chegamos ao mundo. Depois é cumprir a Jornada, aos poucos...o Caminho faz-se caminhando e ele é solitário e silencioso. Depois quando o tempo soa e o Discípulo está pronto...o Mestre aparece. E já nada mais importa, nem um simples olhar para trás ou a prisão á matéria, é irreversível!

Amei as fotos...estás uma artista e tanto!
Deixo-te beijos...vê se aderes a um desafio lá no meu sítio.

Sempre...
Mariz

Xana disse...

Muito bonito , queria ter a mesma serenidade para falar da morte, mas não consigo.
Beijo e bom fim de semana

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA LUNA, BELAS FOTOS E MARAVILHOSO POEMA... EU ADOREI... DESEJO-TE UM BELÍSSIMO FIM DE SEMANA... UM ABRAÇO DE MUITO CARINHO,
FERNANDINHA

Ailime disse...

Lindo, Luna, muito lindo este poema em que percorres a vida de uma maneira sublime até ao termo da viagem de que ninguém "sabe o dia ou a hora" em que acontecerá!
Só Ele sabe!
Beijinhos de luz!